Codigo de Ética

SEÇÃO I – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

São princípios e bases fundamentais a serem observados pelos Magos(as), iniciantes, consagrados e reconhecidos por este  Código de Ética:

Da integridade – Todo Mago (a) deve agir conscientemente e em conformidade com os princípios e valores estabelecidos neste código e nas normas estipuladas pelo Colégio de Magia Divina e seu Regente encarnado no plano material;

Da aceitação – Os Magos (as) iniciados e consagrados na Magia Divina compreendem, aceitam e concordam em contribuir para a semeadura, expansão e sedimentação do conhecimento e aplicação da Magia Divina no plano material ao maior número possível de pessoas;

Do interesse pessoal – É interesse pessoal de todo Mago (a) estimular cotidianamente seus níveis de consciência sobre suas funções ímpares na criação, buscando o conhecimento de modo a assimilar plenamente o real significado do ser Mago diante do Criador e seus Divinos Tronos;

Da imparcialidade – O Mago (a) deve abster-se em tomar partido no exercício de suas funções, desempenhando-as sempre de forma imparcial, simples, harmoniosa e objetiva em conformidade com ensinamentos recebidos;

Da transparência – Todas as ações e decisões do Mago (a) no tocante ao atendimento a irmãos necessitados, devem ser silenciosas e em acordo com os ensinamentos recebidos, não sendo permitido em hipótese alguma a alteração do conteúdo ensinado nem mesmo inserido contextos religiosos, místicos, esotéricos, exotéricos ou de qualquer outra natureza que não os recebidos e entendidos como consagrados pelo Mago (a);

Da honestidade – Todo Mago (a) deve buscar a honestidade em seus atos consigo e com seus assistidos dando credibilidade ao seu potencial magístico outorgado, uma vez que o mesmo recebeu seu grau das Divindades, não sendo admitido em hipótese alguma ao Mago (a) usar o nome do Colégio, seus Regentes, ou mesmo iniciadores na justificativa de seus atos;

Da responsabilidade – Todo Mago (a) é responsável por suas ações e decisões perante seus Mestres de Magia sendo que o Colégio Tradição de Magia Divina sempre poderá exercer tutela sobre suas práticas, devendo prestar esclarecimentos, bem como a sociedade civil, conforme dispuser lei ou regulamento;

Dos resultados – Não é permitido em hipótese alguma ao Mago (a), verbalizar a quem quer seja, promessas de qualquer ordem, comprometendo com isso a Magia Divina;

Da retidão – Deverá o mago (a) agir sempre com retidão e objetividade, inspirando segurança e confiança na palavra empenhada e nos compromissos assumidos perante a Divindade durante suas iniciações;

Do respeito – O Mago (a) deve sempre observar a regulamentação do Colégio de Magia Divina no tocante as suas obrigações para consigo, bem como, no que tange ao atendimento público, não sendo permitido o contato físico aos consulentes durante o atendimento em hipótese alguma;

Da divulgação – É proibida a divulgação de qualquer material didático recebido pelo Mago(a) sem suas iniciações, assim como qualquer informação sobre seus fundamentos, atendendo com isso a Lei do Silêncio dos Mistérios Divinos;

Dos atos discriminatórios – Todo Mago (a) deve tratar seus semelhantes com atenção, igualdade, harmonia, paz e amor sendo vedada e terminantemente proibida qualquer distinção de credo, raça, gênero, posição econômica ou mesma social;

Da competência – O Mago (a) deve sempre buscar a excelência em seus atos com praticidade, simplicidade e cordialidade no exercício de suas atividades, ou seja, deve buscar por todos os ângulos desenvolver o seu potencial magístico mantendo-se atualizado quanto aos conhecimentos e novas informações necessárias. A base para essa atualização sempre será aquela adotada nos livros publicados pelo Regente original e a constante prática de suas ativações magísticas.

SEÇÃO II – DOS DEVERES DO MAGO (A)

É dever de todo Mago (a):

Agir sempre com honestidade, integridade, silêncio, sigilo e bom senso no trato dos assuntos inerentes aos graus magísticos adquiridos;

ii. Praticar suas outorgas adquiridas com vistas a tornar-se apenas e somente um ordenador da criação no plano material, limitando-se em suas atribuições ao exercício do livre arbítrio de seus semelhantes.

Exercer com zelo, honradez, caráter, lealdade, conhecimento de causa e efeito, simplicidade e dedicação nas atribuições de sua função;

iv. Tratar com irmandade e atenção seus semelhantes em acordo com as normas de Fraternidade exigidas na carta do Mestre Divino Seiman Hamiser Yê, transcrita ao final deste Código;

Ser assíduo, pontual e prático na atuação com os Mistérios, sem inserir nestas qualquer ação ou ritual que os descaracterizem;

vi. Ser leal aos regulamentos legais desta instituição, observando a contento todas as normas e regras exigidas de forma legal e regulamentar;

Fornecer, quando requerido pela diretoria do Colégio, informações precisas e corretas sobre suas funções e ações corriqueiras;

Respeitar à hierarquia sem o temor de representar contra qualquer superior que atente contra este Código;

Levar formalmente ao conhecimento da direção do Colégio qualquer irregularidade que tiver ciência, em razão do cargo ou função exercido de forma errônea por outros irmãos Magos que, de alguma forma venham a descaracterizar o ensino por esta instituição prestado;

Não será permitido em hipótese alguma declarações falsas que venham a caracterizar contendas ou demandas pessoais entre os Magos;

Manter conduta compatível com a moralidade exigida pelo seu grau magístico e em acordo com este Código de Ética, de forma a valorizar a imagem e a reputação dos ensinos prestados por esta instituição;

Informar sobre qualquer conflito de interesse, real ou aparente, relacionado com seu grau, e função tomando medidas para evitá-los;

Ser preciso, objetivo e claro em suas manifestações verbais, escritas ou por qualquer outro meio. Suas manifestações devem sempre representar o seu entendimento da questão, e não atender a interesses de outrem diante a diretoria do Colégio;

Representar se convocado, contra ações comprometedoras, omissão ou abuso de poder que tenha tomado conhecimento, indicando elementos de prova, para efeito de apuração em processo apropriado;

Trabalhar e contribuir para o crescimento e fortalecimento da Magia Divina através da prática e eventualmente na abertura de núcleos para atendimento ou iniciação.

Dos deveres do Mago para com seu grau:

A base de conduta moral e ética do mago e seus regulamento, foram estipulados por Mestre Seimam Hamiser Yê, devendo sempre se dirigir ao Criador e seus Divinos Tronos em atitude de reverência, humildade e amor, determinado como quem pede e nunca como aquele que exige.

Não desvirtuar os conhecimentos recebidos e sua simplicidade. O Mago (a) deve sempre separar sua crença religiosa da Magia Divina, respeitando sua própria religião assim como a religiosidade de seu semelhante, sem ressalvas.

Ter em mente que Magia Divina é conhecimento racionalizador, desmistificador, despertador, iluminador e conscientizador;

Estar atento ao rigor da Lei do Silencio que rege sobre todos os Mistérios da Criação.  O silêncio sobre a Magia Divina, mantém o Mistério e a honra em si;

Do compromisso Divino adquirido:

Servir a Deus, Nosso Criador seguindo unicamente Sua Lei Maior e Sua Justiça Divina;

Aceitar de forma incontestável e absoluta as Leis Divinas e Espirituais que regem a Magia Divina assim como toda a Criação;

Aceitar de forma incontestável e absoluta a Regência de Mestre Seiman.

É dever, ainda, do Mago (a), diante de qualquer situação, verificar se há conflito com os princípios e diretrizes deste código, devendo questionar se:

Seus atos violam lei ou regulamento vigente nos parâmetros legais do Colégio em vigor;

Seus atos priorizam o interesse próprio no tocante ao desenvolvimento do potencial íntimo;

Seus atos tornados públicos, trariam harmonia para seu ser.

SEÇÃO III – DAS VEDAÇÕES

Ao Mago (a) é vedado:

Pleitear, sugerir ou aceitar qualquer tipo de suborno financeiro, ou vantagem de qualquer espécie, para si ou para outrem, para influenciar ou deixar de fazer algo no exercício de suas funções;

Utilizar ou exigir recursos não condizentes para exercer seu grau de Mago (a), uma vez que se trata de uma iniciação magística e não de atividades particulares que venham a profanar o Sagrado e Divino Mistério no qual foi iniciado;

Referir-se, de modo depreciativo ou desrespeitoso, a outros irmãos Magos (a);

Jamais utilizar palavreado descabido, atitudes agressivas ou qualquer outra forma de expressão que crie dependência emocional, no exercício de seu grau de Mago;

Jamais colocar em risco ou desvirtuar o nome, fundamento, ideal do Colégio de Magia Divina, seu Mago Regente encarnado ou sua hierarquia dentro ou fora do Colégio em meios privados ou públicos de comunicação sob passividade de penalidade jurídica e hierárquica;

Jamais iniciar ou consagrar pessoas na Magia Divina sem que tenha a devida outorga e registro no Colégio de Magia;

Não utilizar elementos estranhos a Magia Divina, respeitando sempre as regras de elementos, ativações e ordens de cada uma;

Jamais utilizar de quaisquer outras magias, feitiços ou encantamentos negativos para prejudicar qualquer criação do nosso Divino Criador, seja ela encarnada ou não, natural, divina ou espiritual;

Jamais utilizar-se de sacrifícios, aprisionamento ou manipulação magistica de qualquer animal ou ser vivo com o fim de uma ativação de magística ou qualquer ato negativo contra si ou seres encarnados e desencarnados;

Evitar utilizar-se de sua eventual mediunidade de incorporação, como elemento auxiliar nos atendimentos com a Magia Divina, entendendo que ela em si é realizadora e competente na solução e condução dos problemas;

Jamais declarar-se apto ou realizar a leitura da ancestratilidade de seus atendidos ou iniciandos (Orixá Ancestral ou Estrela da Vida) utilizando como fundamento as outorgas adquiridas com a Magia Divina respeitando assim a ordem incontestável de Mestre Seimam Hamiser Yê;

Evitar comentários aos assistidos sobre o que viu, experimentou, fez, ou mesmo intuiu sobre as origens dos problemas nos atendimentos com a Magia.

Jamais falar de passado, presente ou futuro o exercício de suas práticas dado que a Magia Divina não tem como missão ser “Oráculo”ou qualquer prática visionária.

Jamais prescrever práticas automáticas de atendimento previamente “receitando” mandalas, cabalas, espaços mágicos ou qualquer outra prática da Magia Divina sem a devida atenção individual aos assistidos.

Seção IV – DA UTILIZAÇÃO DE RECURSOS MAGÍSTICOS

São considerados recursos e fundamentos magísticos para efeito neste Código de Ética, e objeto de cuidados por parte do Mago (a) tendo o dever de proteger, conservar zelosa e silenciosamente:

Suas anotações em aula, cadernos, apostilas e pastas de ordens mágicas, sendo que esses materiais não poderão em hipótese serem de uso ou acesso por pessoas não iniciadas;

São considerados ainda elementos de preservação e bem resguardar, todos os elementos recebidos e conquistados na Magia Divina tais como: arco e espadas de cobre, cajado, espadas, pedras, mantos, etc, não permitindo que outros magos ou qualquer outra pessoa venha tocá-los ou manipula-los;

É dever do Mago (a) orientar ainda encarnado (em vida), parente ou membro próximo sobre a condução de funeral e destino dos elementos da Magia Divina bem como a comunicação ao Colégio de Magia Divina de seu falecimento, sabendo que apostilas, cadernos e demais elementos deverão ser entregues ou devidamente orientados pelo Colégio no tratamento dos mesmos, afim de que informações e elementos sagrados não sejam profanados ou se tornem de conhecimento público após o desencarne do mago;

Ainda são entendidos como materiais utilizados na Magia Divina quaisquer elementos da natureza, desde que pertinentes a Magia Divina aplicada e em hipótese alguma sendo entendido ou permitido o uso de elementos de ordem animal como ossos, penas, pele, partes de corpos, etc.

Tornar a prática constante e utilização da Magia para si mesmo é imperativo, pois só se torna um doador em potencial aquele que zela por seus graus e os desenvolve com honradez, sabedoria e bom senso.

Sessão V – DA CONDUTA PESSOAL

São consideradas práticas fundamentais referentes á conduta do Mago (a).

Jamais agir com leviandade revelando os problemas das pessoas a quaisquer outras pessoas;

Em caso de afastamento temporário do aprendizado ou pratica da Magia Divina manter o contato com o Colégio de Magia até seu restabelecimento;

Em caso de afastamento definitivo do aprendizado ou prática da Magia Divina, ainda assim respeitar os Juramentos de Silêncio e o compromisso com os Livros Sagrados da Lei;

Respeitar seu Mestre de Magia. Ele como um Ser de Luz enviado pela Lei Maior para a missão junto a Magia Divina deverá ter o respeito do Mago(a) e honrado em todos os atos da Magia Divina. Tendo como certeza de que jamais incorpora dentro ou fora dos trabalhos de Magia Divina.

Seção VI – DA DENÚNCIA

Das formas de comunicação, informação e denúncia.

O Colégio de Magia Divina disponibiliza ao Mago um canal de atendimento virtual e físico para as denuncias de procedimentos irregulares ou graves contra as normas e fundamentos da Magia Divina.

Todas as denúncias deverão ser feitas de forma escrita e identificada para que ambas partes, protegidas pelo código interno da Comissão de Ética resguardando as partes envolvidas, possam de forma concreta averiguar e tomar as devidas providencias.

Seção VII – DA DESTITUIÇÃO DE GRAUS NA MAGIA DIVINA

 São elementos destituidores dos graus recebidos:

O não cumprimento das regras básicas de conduta e vedações, aqui transcritas, na difusão da Magia Divina, acarretará ao Mago (a) a perda de seu grau e certificados a ele conferidos.

Estes mesmos certificados deverão e serão confiscados pelo Colégio quiçá, ser inquirido por vias judiciais tendo por base este Código de Ética, o Regimento Interno e o Estatuto do Colégio de Magia Divina.

Tal procedimento sempre será realizado a partir da constatação exata de denuncias e conseqüências pela Comissão de Ética na forma estabelecida no Estatuto do Colégio de Magia.

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